Hoje o assunto é pessoal, e eu vim trazer 10 fatos sobre mim em relação ao mundo dos jogos. Eu pretendo dividir esse artigo em outras partes, já que há muito o que se explorar no âmbito lúdico da minha vida. Espero que gostem (e também espero conhecer mais pessoas que curtem os mesmos jogos que eu).
1º Meu personagem favorito do mundo dos jogos é o Sly Cooper (2002)
O passado em que conheci o Sly Cooper ainda é nebuloso em minha memória. Tudo que eu lembro é de ter entrado numa loja de jogos com o meu pai, quando eu ainda era bem pequenininho e tinha um PS2. Meus olhos bateram na capa de Sly Cooper and Thievius Raccoonus, lançado em 2002 pela Sucker Punch e continuada pela Sanzaru Games. Mas minha relação com o Sly já era de outros carnavais.
Eu conheci o Sly Cooper junto a SoulCalibur III (2005) e Castlevania (2005), sendo essa praticamente a tríade de jogos que me revelou os gêneros de ação furtiva, luta e hack-and-slash. Meu início com Sly Cooper foi o que me levou a me afeiçoar pelo jogo Thief (2014).
No jogo, você controla Sly Cooper, um guaxinim ladrão que, junto com seus amigos Bentley e Murray, busca recuperar o "Thievius Raccoonus", um livro contendo as técnicas de roubo de seus ancestrais, que foi roubado por cinco vilões.
2º Meu jogo eletrônico de terror favorito é Obscure (2004)
Ah, Obscure... o primeiro jogo de terror que eu fui capaz de jogar sem me cagar de medo quando era criança. Foi com Obscure que eu me apaixonei por jogos de survival horror com co-op ainda por cima. Além disso, a jogabilidade me marcou muito, principalmente após descobrir Resident Evil: Outbreak, que segue o mesmo estilo de jogabilidade.
Lembro bem desse ter sido um dos jogos que eu mais joguei com meu finado irmão, Gustavo, que adorava Resident Evil e jogos de terror. Eu nunca tive uma relação muito boa com jogos desse gênero. Ser perseguido por bichos medonhos não era uma sensação passageira pra mim... eu realmente me sentia perseguido na vida real quando era perseguido no mundo virtual. Por essa razão, eu me acostumei a apenas assistir meu irmão jogar.
Porém, a coisa mudava com o Obscure. Esse é o único jogo de terror que eu consigo jogar sem me sentir perseguido, sem sentir medo. Talvez seja pelo modo co-op que me trazia mais segurança já que era quando eu jogava com o Guga.
No jogo, o jogador controla um grupo de jovens dentro de uma escola sem saber que há uma trama a se desenrolar contra todos eles. Criaturas feitas de uma "sombra viva" estão surgindo do chão e das paredes. Alunos e funcionários estão sendo mortos naquele exato momento por esses monstros. E a pessoa por trás disso tudo está mais próxima do que eles imaginam.
3º Meu jogo eletrônico de RPG favorito é Final Fantasy X-2 (2003)
Ah, sim. Eu sempre gostei de tudo que me lembrasse de Clube das Winx (podem me zoar, foda-se) e Power Rangers. Esse é o meu Final Fantasy favorito, tirando os de GBA, que nenhum FF atual vence.
Eu me lembro bem de amar Final Fantasy X-2 por causa do sistema de habilidades, que é baseado nas Dresspheres, esferas equipadas para permitir o uso de novas habilidades e magias. Na maioria das vezes, uma Dressphere concede a cada usuário uma característica única. Esse é um dos itens mais batidos das animações: um objeto capaz de te vestir com uma armadura e lhe conceder novas habilidades ou aprimorar os seus poderes pré-existentes.
Final Fantasy X-2 se passa 2 anos após os eventos do primeiro jogo. A história tem um tom mais leve, aventureiro e pop, mas ainda trabalha temas profundos como identidade, luto, fé e reconstrução. Após a derrota de Sin no primeiro jogo, o mundo de Spira entra numa nova era chamada “Eternal Calm” (Calmaria Eterna). A religião dominante (Yevon) perde poder. Surgem novas facções políticas e ideológicas. O povo começa a explorar tecnologia antiga proibida. Há uma mistura de esperança com confusão sobre o futuro. Parece bem o que vivemos atualmente.
Quanto às Dresspheres, novamente, elas são esferas mágicas que permitem às personagens mudar de roupa e de classe durante a batalha. Cada roupa representa: um estilo de luta, habilidades específicas, atributos diferentes, até personalidade e postura corporal. É basicamente o sistema de Jobs (classes) da franquia, mas de forma dinâmica e visual.
4º Meu jogo eletrônico de GBA favorito é Harvest Moon (2003)
Harvest Moon, junto a Pokemon FireRed, The Legend of Zelda: The Minish Cap e Final Fantasy, foi um dos jogos mais impactantes da minha vida, pois me apresentou geologia, logística, economia, jardinagem, arquitetura, socialização, competição, capitalismo, mineração, agropecuária, herbologia, empreendedorismo, arte, culinária e entre muitos outros conhecimentos que hoje tanto busco aprender na internet.
Crescer a minha fazenda me deu a sensação de ter crescido anos e anos em apenas alguns dias jogando. Foi (e ainda é) uma ótima experiência desenvolver o personagem e avançar na trama, principalmente com a ajuda de alguns macetes (cheats), que me ajudavam a avançar no jogo que já zerei várias vezes.
A trama de Harvest Moon gira em torno de você, uma criança da cidade que, anos atrás, passou um verão inesquecível na fazenda de um idoso chamado Barley. Esse período marcou profundamente sua vida. Anos depois, já adulto, você recebe a notícia de que o velho fazendeiro morreu e decide assumir a fazenda abandonada, retornando para a pequena vila chamada Mineral Town. É basicamente uma jornada de recomeço, memória afetiva e construção de uma nova vida.
5º Meu jogo eletrônico de luta favorito é Def Jam (2004)
A ideia de colocar mulheres gostosas e rappers famosos num ringue para se arrebentarem é um tanto interessante. Até hoje eu jogo Def Jam com uma animação gigante. O Story Mode é bem fluido e a passagem de fases fica mais tranquila depois que você de fato aprende a jogar esse jogo. Dar um golpe fatal de salto alto é bem satisfatório!
Você começa como um lutador de rua desconhecido que salva o rapper DMX (no jogo ele interpreta o personagem D-Mob) durante uma fuga da polícia. Como agradecimento, ele te leva para o submundo das lutas clandestinas de Nova York. A partir daí você entra num mundo de gangues, disputas territoriais, fama, respeito e violência urbana.
A melhor parte é que você pode criar o seu lutador, mesmo que com uma personalização um tanto limitada. Na maior parte das vezes, ele vai ficar feião, mas você pode tentar deixar mais a sua cara se não for muito ambicioso com os resultados.
6º Meu jogo eletrônico de esporte favorito é Fifa Street 2 (2006)
O mais próximo que eu já cheguei de gostar de futebol veio desse jogo. Fifa Street 2 segue a mesma vibe que o Def Jam, se tratando de futebol de rua, permitindo dar chutes especiais nas partidas, fortes o suficiente para derrubar um jogador oponente. O jogo é todo baseado em dribles, o que torna tudo ainda mais divertido, já que é sempre bom dar um "olé" num amistoso, né?
Você começa como um jogador de rua anônimo, montando um time para disputar partidas em becos, quadras urbanas, telhados, praças e estádios improvisados. O objetivo é ganhar respeito no cenário mundial do street football.
7º Meu jogo multi-user dungeon favorito é RuneScape (2001)
RunesScape foi o RPG que me fez encantar por jogos de tabuleiro como os RPGs de mesa Dungeons & Dragons, Vampire: The Masquerade, Starfinder e alguns outros autorais. RuneScape me apresentou a personalização de personagem, as guildas, classes, cinematics, sistemas de batalha e entre muitos outros elementos que eu viria a utilizar na criação do meu próprio RPG, Raken Oni ou Mundo das Artes.
Em RuneScape, você é um aventureiro livre, chegando a um mundo medieval fantástico cheio de reinos humanos, deuses antigos, guerras esquecidas, criaturas mágicas e dimensões espirituais. Seu papel é explorar, crescer e escolher seu próprio destino.
8º Minha comunidade Online favorita é o Habbo (2000)
Foi no Habbo que eu conheci os quartos de RPG de turno. E os adms levavam a história a sério, tá? Eles atés criavam blogs no Webbly contendo classes, mercados, mascotes, habilidades e jogadores. Foi um bom tempo, e é claro que chegou um momento em que eu larguei o Habbo pra jogar as versões piratas para poder criar os meus próprios quartos. Inclusive, eu entendia bem do sistema de wireds, talvez por isso eu acabei me interessando por inovações eletrônicas e robóticas.
Habbo não tem um enredo tradicional com começo, meio e fim. Mas existe sim uma “história conceitual” e um universo próprio. Você entra em um grande hotel virtual habitado por pessoas do mundo inteiro. Ali você pode criar seu avatar, montar quartos, conversar, fazer amizades, participar de jogos e eventos e construir sua reputação. O enredo não é fixo, cada jogador cria sua própria trajetória: ser famoso, ser rico em moedas e mobílias, ser arquiteto de quartos, ser dono de jogos, participar de comunidades, criar romances ou rivalidades. Ou seja, a história é construída pelos próprios jogadores.
9º Meu MMO favorito é Club Penguin (2005)
Club Penguin se destacava pela possibilidade nada ilusória de se ter mascotes, os Puffles. Além disso, os minigames apenas agregavam no jogo, levando a gente a descobrir segredos, easter eggs, socializar, carregar sacos, montar pizzas, esquiar, lutar kung-fu elemental com cartas. Era uma maravilha visitar as lojas e zoar com os outros pinguins.
Em Club Penguin, você joga como um pinguim que chega a uma ilha gelada cheia de vida. Ali você pode: explorar lugares, jogar minigames, fazer amigos, decorar seu iglu, participar de festas e eventos. O maior enredo do jogo envolve a Elite Penguin Force (EPF) — uma organização secreta que protege a ilha. Você pode se tornar agente e ajudar a resolver mistérios, impedir vilões e salvar a ilha de desastres.
10º Meu jogo eletrônico de Beat' em Up favorito é Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects (2005)
Marvel Nemesis foi um jogo que me impressionou bastante pela temática da corrupção da alma em vários dos heróis mais incríveis da Marvel. Jogar com a Tempestade vestindo um collant de latex, salto 15 e uma veia saltando é uma das experiências mais únicas que você, como fã, vai ter.
Na trama, uma nave alienígena cai na Terra trazendo um ser poderoso chamado Van Roekel. Ele é um cientista de outra dimensão que quer estudar o conceito de “herói”, acredita que o sofrimento cria evolução e decide criar seus próprios guerreiros das piores formas possíveis. Ele começa a capturar pessoas e transformá-las em lutadores superpoderosos, criando o grupo chamado Imperfects. Eles são mutantes artificiais, emocionalmente instáveis, extremamente violentos e usados como experimentos vivos. Esse jogo é conhecido por ser mais violento, mais pessimista, mais urbano, mais psicológico.
Leia mais: Quem são os 8 Imperfeitos em Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects?
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