Conheça os Mundos Celestiais de 5 Países

 Hoje, eu explorei o lado espiritual de 5 países, buscando conhecer os mundos celestiais que guardam as almas justas, bondosas, puras e/ou heroicas. Eu tirei a mitologia das religiões e mantive apenas as histórias de povos e tradições nativas dos países em questão. E viva o Sincretismo consciente!


Brasil - Yvy Marãey

 Na mitologia brasileira, mais precisamente na tradição tupi-guarani, o lar das almas bondosas é chamado Yvy Marãey, que significa "Terra sem Males". Contudo, não se trata de um lugar que se atinge exatamente no pós-morte, mas sim um lugar físico e, ao mesmo tempo, espiritual na Terra. Trata-se de um refúgio de abundância, alegria e imortalidade, onde não há fome, doenças, guerras ou a necessidade de trabalho braçal.
 Os Mbyá-Guarani acreditavam que podiam alcançar esse paraíso em vida através de longas migrações, guiados por xamãs (chamados "caraíbas") em busca de um local de perfeição espiritual e física. O Yvy Marãey representa a busca por um mundo melhor, pleno e a manutenção da cultura e dos costumes ancestrais ensinados por Ñanderu (nosso pai verdadeiro).


Japão - Takamagahara

 No Japão, o mundo celestial é chamado Takamagahara ("Planície do Alto Céu" ou "Alta Planície do Céu"), sendo a morada dos amatsukami ("deuses celestiais"). É frequentemente retratado como situado no céu, estando conectado à Terra pela ponte Ame-no-Ukihashi ("Ponte Flutuante do Céu")... bem similar a Asgard e a ponte Bifröst, ein?
 No momento da criação (entenda como o Big Bang ou a criação do mundo material), elementos leves e puros se ramificaram para formar o ame (céu); enquanto os elementos pesados e turvos se ramificaram para formar a tsuchi (terra), tida como a morada dos kunitsukami (deuses da terra). Os amatsukami teriam descido do céu de Takamagahara para pacificar e aperfeiçoar este mundo.
 É possível que os "elementos pesados e turvos formarem a terra" faz analogia à criação da matéria física e mortal estudada no Gnosticismo. O corpo e a carne seriam um receptáculo para a luz do ame, que aqui é subentendido como espírito, centelha divina. Como a história dos imperadores do Japão incluem indivíduos reais que possuem linhagem com divindades cujo sangue se ramificou em clãs, é possível sim que seja verdadeira a teoria de que seres humanos são sim naturalmente divinos, possuintes de um gene divino, de uma centelha divina.
 De acordo com essa teoria (que eu acho que acabei de inventar), deve-se buscar conhecimento se quiser atingir a imortalidade. Por essa razão que todos (ou a maioria d)os seres humanos são naturalmente médiuns, porém, alguns escolhem desenvolver e conhecer suas habilidades, outros a reprimem, enquanto outros preferem simplesmente ignorar e viver longe de sua linha evolutiva espiritual.
 Os dons mediúnicos seriam resultado do aflorar de uma semente divina que o indivíduo possui implantada em si poe conta de sua linhagem heráldica, biológica ou espiritual com consciências virtuosas extremamente ligadas e próximas ao Criador/Fonte Criadora. Essa centelha/semente se perde e se encontra em diferentes linhagens, ascendências e descendências.


Irlanda - Tír na nÓg

 Na Irlanda, existe um lugar no pós-morte chamado Tír na nÓg ("Terra dos Jovens"), Tír Tairngire ('Terra da Promessa'/'Terra Prometida'), Tír fo Thuinn ('Terra sob a Onda'), Mag Mell ('Planície do Deleite'), Ildathach ('Lugar Multicolorido'), e Emain Ablach ('Ilha das Macieiras').
 Geralmente, é.retratado como uma ilha paradisíaca que, na verdade, é um reino sobrenatural de eterna juventude, beleza, saúde, abundância e alegria. Alguns dos principais habitantes desse lugar incluem os Tuatha Dé Danann e seus guerreiros. Em Tís na nÓg, todos se dedicam à poesia, música, entretenimento e à festa de Goibniu (o ferreiro da metalurgia e da hospitalidade, membro dos Tuatha Dé Danann), que concede imortalidade aos participantes.
 É possível chegar em Tír na nÓg de várias maneiras: entrando em antigos túmulos ou cavernas; viajando através de uma névoa; mergulhando na água; ou atravessando o mar por três dias, seja num barco encantado ou no cavalo de Manannán. O caminho através do mar é chamado Mag Mell (Planície de Mel), um caminho dourado feito pelo sol no oceano e utilizado por muitos navegantes. É Manannán Mac Lir quem governa Tír na nÓg.


Escandinávia - Valhalla

 Na Escandinávia e no Norte da Alemanha, os habitantes desencarnados podem encontrar o caminho para Valhala, também conhecido como Palácio dos Einherjar (guerreiros mortos com honra em combate). Valhala é um palácio situado em Asgard e dominado pelo deus Odin, cujo enorme salão continha 540 quartos, no qual metade dos guerreiros mais nobres e destemidos mortos em batalhada são levados pelas valquírias após a morte, onde passam a viver ao lado de Odin. Mas suas existências não terminariam ali, pois essas almas continuariam a participar de combates diários, se exercitar em duelos e se preparar para o dia do Ragnarök (fim do mundo).
 Antes do salão, ainda em Asgard, está erguida a árvore dourada Glasir. O teto da sala é repleto de escudos de ouro. Várias criaturas vivem em torno do salão, como o veado Eikþyrnir e o bode Heidrun, ambos descritos como estando no topo de Valhala e consumindo a folhagem da árvore Læraðr (Laerad).


Grécia - Campos Elísios

 Na Grécia, os falecidos que fizeram boas ações em vida têm a chance de conhecer os Campos Elísios. Esse lugar é separado do reino de Hades (onde as almas sofrem, ao invés de desfrutar e seguir no pós-vida), e é habitado por mortais escolhidos pelos deuses, os justos e os heróis. Eles permanecem nos Campos Elísios após a morte, passando a viver uma vida após a morte de forma abençoada e feliz, desfrutando de tudo o que haviam apreciado em vida.
 Os Campos Elísios, segundo Homero, localizam-se na extremidade ocidental da Terra, junto à corrente do Oceano. É tida pelos antigos filósofos como uma das Ilhas Afortunadas, onde vive um pós-vida prazeroso e eterno. Existe um governante dos Campos Elísios, e o nome dele é Cronos. Dentre os moradores dos Campos Elísios, estão: Aeacus, Angelos, Arae, Ascalaphus, Cerberus, Ceuthonymus, Charon, Erinyes, Eurynomos, Hades, Hecate, Hypnos, Melinoë, Menoetius, Minos, Moirai, Nyx, Persephone, Pluto, Rhadamanthus, Thanatos, Zagreus e entre outros.


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