Sem Rumo
Você se acostumou a sonhar acordado,
Sempre imaginando um mundo onde as coisas dão certo.
Mas quando pisca seus olhos abertos,
Se vê em meio às sombras da sua realidade.
Manchando seu corpo com imundices,
Se arrependendo no fim do episódio.
Não leva em conta as vezes em que prometeu parar,
E se deixa levar até se perder novamente.
As horas passaram, e você não fez nada de produtivo,
Continua à deriva, sem rumo, sem metas.
Não faz força pra remar porque achou que o bote se moveria sozinho,
Já que sempre teve alguém remando por você.
Seus sonhos não são seus desejos,
E suas ações não são suas vontades.
Você quer, mas não consegue,
Você pode, mas não tenta.
Se martiriza sem honrarias,
Decepciona a todos ao tentar se explicar.
Continua em silêncio mesmo após aprender a falar,
Fugiu da guerra antes de vencer a batalha.


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